RJ – MAIS IMAGENS NO BLOG DA CLÁUDIA

Dança Contemporânea em Domicílio – Claudia Muller. Rio de Janeiro, 2013
Fotografias: Inês Correa

Veja o trabalho Dança Contemporânea em Domicílio, de Cláudia Muller, no blog escrito pelo jornalista Carlinhos Santos

Anúncios

RJ – DANÇA EM DOMICÍLIO

 

Dança em Domicílio, Cláudia Müller. Bangú – RJ, 2012
Fotografia: Inês Correa
 
 
 

Esta semana o trabalho está sendo no Rio, fotografando Dança Contemporânea em Domicílio, de Cláudia Muller. Na proposta da artista você telefona, encomenda uma dança e ela vai aonde você quiser enviar seu trabalho.

As fotos você pode ver no blog do projeto, Dança Contemporânea em Domicílio, escrito pelo jornalista Carlinhos Santos. Os momentos vividos aqui, levando a dança para dentro da vida de cada uma destas pessoas, é algo difícil de se descrever. É inacreditável.

No primeiro dia, segunda-feira, fomos até Bangú logo após um temporal. Passamos por casas destelhadas, pessoas varrendo a chuva que deixou o ambiente em lama. Entramos nas casas, a Cláudia dançou e emocionou famílias, a grávida que estava no hospital e que recebeu de presente do marido uma dança, o homem que cuida de um clube num quase abandono. Veja aquiaqui e aqui algumas fotos. E acompanhe o blog pois é lá que você vai encontrar as imagens do trabalho.

 
Dança em Domicílio, Cláudia Müller. Bangú – RJ, 2012
Fotografia: Inês Correa

Corpo Flutuante

CRÍTICA AMBIENTAL

Lenira Rengel
figurino do lixo coletado nas praias de Salvador
dança no corredor da Vitória
por Sebastião Maria
Campo Grande
, Salvador-BA, 2009

 

Ontem estava esperando a palestra da escritora, cineasta e coreógrafa Yvonne Rainer no SESC Pinheiros quando vi chegar Lenira Rengel, professora, dançarina e coreógrafa. Ela foi para Salvador há alguns meses trabalhar na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia e estava muito feliz porque seu apartamento tinha uma vista linda pra praia.
Mas na semana passada Lenira enviou um link pra o que eu chamo de um grito preso na garganta pela situação das praias de Salvador. E lá foi ela pra rua manifestar sua indignação. No corpo o lixo que vem carregado pela água da praia e se mistura ao corpo molhado. Quem nunca passou por uma situação dessa? Eu até contei a ela de uma vez que entrei no mar do Guarujá, era verão, a praia bem cheia e senti alguma coisa colar no meu peito. Parecia papel e olhei pra baixo e vi aquela nota de 10 reais. Saí da água e fui comprar sorvete pra todo mundo. Esta foi a melhor coisa que colou em mim.Mas a Lenira disse que outro dia estava lá andando na praia e sentiu alguma coisa plástica no pé: era um molusco? Não, uma camisinha entrou no dedo polegar. Pode? É o caso mesmo de começar a colocar a boca no trombone, lembrar de que a operação verão e praia limpa não tem que acontecer somente no alto verão mas o tempo todo e em todo lugar.

SP – DANÇA NO VALE

MEMÓRIA CULTURAL E MEMÓRIA ESPONTÂNEA

Bossa Nova – Ballet Stagium
Fotografias: Ines Correa

O Vale do Anhangabaú, em São Paulo, na Virada Cultural, misturou seu cenário memorável com corpos que dançaram do clássico ao contemporâneo durante 24 horas. Cheguei lá para fotografar aos 45 minutos do segundo tempo, como se fala no futebol. No dia anterior também tinha ido ao Anhangabaú ver dança e fiquei sentada no meio do povo, longe da área fechada para o público selecionado. Naquele lado tinha outro cheiro. E foi bom ouvir um pouco de perto o “outro lado”. E ouvi muitas vezes “eu nunca vi nada igual”, “eu nunca tinha visto dança”, “nossa, que lindo”. A mulher que estava em pé, porque do outro lado não tem cadeirinhas, na minha frente tinha acabado o trabalho dela e ido pra lá. Eu soube porque tocou o celular dela e ela falou pra quem estava do outro lado ainda, sei lá onde, do celular: “Olha, depois eu falo com você. Acabou meu serviço e vim ver o Balé da Cidade aqui no Anhangabaú. Você devia ter vindo. Eu nunca tinha visto. É lindo. Beijo, viu? Tchau!”. Vi o Balé da Cidade e o Maurício de Oliveira. Só vi mesmo, não fotografei palco nessa noite. Fotografei o outro lado do palco. Fui com minha irmã e ela que sugeriu que a gente ficasse ali junto com as pessoas. Ela adora isso. E eu fiquei com ela.

Acima fica guardado na memória cultural o arquivo fotográfico de dança, feito no domingo no final da Virada.

Bossa Nova – Ballet Stagium

Sinopse (Fonte: http://www.viradacultural.org):
Pioneiro na utilização de canções da MPB em suas coreografias, o Stagium celebra nesse trabalho os 50 anos da Bossa Nova. A coreografia de Décio Otero lembra ícones do movimento, cuja novidade rítmica e melódica resultou na criação de Garota de Ipanema, Corcovado, Din din, Desafinado entre outras obras primas da nossa música.